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Como um calendário vacinal em dia ajuda a manter a qualidade da visão

Como um calendário vacinal em dia ajuda a manter a qualidade da visão

Com certeza, você sabe que a vacina é a forma mais segura e eficiente de se prevenir contra diversas doenças e suas complicações, que podem levar a condições irreversíveis ou até mesmo à morte. Além disso, vacinar-se é um compromisso coletivo, não somente pessoal. Ao tomar uma vacina, você está se protegendo e também as pessoas ao seu redor, pois não transmite doenças a elas. O que provavelmente você não sabe é que as vacinas têm, direta ou indiretamente, importância para a sua saúde ocular.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é uma referência internacional de saúde pública. Atualmente, é constituído por 19 vacinas recomendadas à população, desde o nascimento até a terceira idade, e distribuídas gratuitamente nos postos de vacinação da rede pública. Mais recentemente, com a pandemia do novo coronavírus, a vacinação contra a Covid-19 está acontecendo em todo o território nacional.

Os calendários vacinais do Brasil são divididos em faixa etária: infantil, de adolescente, adulto e idoso. Para você entender como as vacinas podem influenciar na saúde dos seus olhos, a Veja Bem convidou a oftalmologista Luciana Almeida Morais para explicar como um calendário vacinal em dia ajuda a manter a qualidade da visão.

Leia a seguir quais vacinas são importantes para a sua saúde ocular.

BCG – Primeira vacina do calendário infantil, tem como objetivo prevenir as formas graves de tuberculose. E, uma dessas formas graves é a tuberculose ocular.

Tríplice bacteriana – A vacina previne contra a difteria, tétano e coqueluche e está nos calendários infantil e de adulto. Dessas três doenças, a mais importante, do ponto de vista de saúde ocular, é a coqueluche que pode afetar indiretamente o olho. A coqueluche pode causar tosses ininterruptas. O paciente tosse muito, o que pode provocar uma aumento da pressão abdominal, denominada Manobra de Valsalva. Essa manobra pode causar hemorragia subconjuntival e hemorragia pré-retiniana. 

Haemophilus influenzae B – A vacina está no calendário infantil e é utilizada para a prevenção de pneumonia e meningite. A vacina protege de infecções pelo Haemophilus influenzae tipo B, que costumava causar muitas conjuntivites. No entanto, depois que a vacina passou a fazer parte do calendário vacinal, a conjuntivite causada por esse subtipo de bactéria reduziu bastante, no entanto outros subtipos de Haemophilus ainda são responsáveis por causar conjuntivites bacterianas.

Tríplice viral – Faz parte dos calendários infantil, de adolescente, adulto e idoso. A vacina previne contra sarampo, caxumba e rubéola. O sarampo é uma doença que pode causar conjuntivite e ceratite, ou seja, pode causar alteração na córnea e na conjuntiva. A alteração da córnea pode levar à cegueira. A rubéola pode causar manifestações severas no olho e a condição principal é rubéola congênita. Portanto, a vacina de rubéola é muito importante especialmente em grávidas, para que não transmitam a doença para o bebê.

Com rubéola congênita, a criança pode nascer com microftalmia, quando nasce com o olho bem pequeno e mal formado, também pode provocar catarata congênita e surdez. Ela ainda pode causar um tipo de alteração na retina, que baixa bastante a visão, chamada de “retinopatia em sal e pimenta”.

Varicela (catapora) – É a vacina contra o herpes zoster. Esse vírus pode causar uma série de alterações oftalmológicas. Pode causar ceratite, que é inflamação da córnea podendo provocar uma cicatriz corneana, levando a baixa acuidade visual permanente, que só vai ser corrigida por um transplante de córnea. O herpes zoster também pode causar uma inflamação na retina, chamada retinite. Essa inflamação pode levar à baixa acuidade visual severa. O mais importante é que essas inflamações podem estar presentes em pacientes que são imunocompetentes, ou seja, pacientes que estão com boa imunidade.

De acordo com a Dra. Luciana Almeida, a Academia Americana de Oftalmologia recomenda que os especialistas influenciem positivamente os pacientes idosos, acima de 65 anos, que tomem a vacina contra influenza, por conta muito mais da proteção do paciente do ponto de vista sistêmico, que da saúde ocular em si, pois as manifestações oculares graves secundárias a infecção por H1N1 são raras, o vírus mais comumente pode causar conjuntivite, que não é uma manifestação tão grave, pois não leva à cegueira e não traz nenhuma complicação ocular severa. Mas, a recomendação da Academia Americana é no sentido de prevenir a forma grave da doença em idosos e também para diminuir a disseminação – explicou.

Para saber mais sobre as vacinas e os calendários infantil, de adolescente, adulto e idoso, acesse o site da Sociedade Brasileira de Imunizações (sbim.org.br).

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